domingo, 21 de fevereiro de 2016

Tá faltando eu em mim

Quando me falavam, eu não sabia exatamente o que significava.
A tal ausência do ser.
Quando falta você em você mesmo.
Sei que isso não é mérito meu. Sei que em você, em Maria e em João sempre existiu.
E infelizmente meu caro, vai existir por longa data, vai se perder e achar milhares de vezes
neste esconde-esconde incessante que é a vida.
Eu não me atrevo dizer que em algum momento me achei.
Não. Eu nunca tive a total presença se mim.
Mas posso dizer que em momentos em que experimentei doses cavalares de mim, de estar do meu lado e inteira. Nossa, é uma das experiências mais gratificantes que pude presenciar.
E posso alertar também que o outro lado da moeda. ( a falta ) Doi. Doi demais.
Sem saber, a gente se desmonta, se esfarela e vai deixando cada pedacinho da gente em lugares diferentes. Uma pitadinha de Izabela ( ou Maria, ou João) perdida aqui e ali.
Vamos nos desmontando nos degradando em historias, em arrependimentos, em palavras não ditas, situações não vividas, vontades não realizadas.
Quando paramos pra contabilizar os danos. Cadê?
Cadê?
Cadê você ? Cadê seu eu ? Sua identidade. Seu propósito.
Silencio.
É um grande vazio. Um limbo. um Nada.
Dai, você tenta se preencher aqui e ali. Com amores que você sabe que nunca foram.
Com bebidas. Com companhia. Com Wesley safadão e suas musicas de falsas volta por cima.
Ou você se engana pra sempre ...
Ou contabiliza  pra cair de novo.: No nada.
Castelo de areia sempre cai.
Mas o grande barato da vida é que uma hora ou outra você se monta, como se fosse um imã
cada pedacinho seu deixado e largado em cantos, pessoas e momentos acabam por procurar sua essência e você pode sentir de novo, mesmo que diferente, a alegria de não faltar nada.
Não é hora ainda de olhar para os lados .





 
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