domingo, 28 de dezembro de 2014

Um Pouco de Londres

Andando pelas ruas frias, intimidadoras e Calmas de Londres eu consigo notar o que falta.
Falta um pouco de Luz, sim Luz na vida.
Talvez seja questão de não ter medo de sorrir ou fazer um ato bom.
Muitas vezes sou travada pela meu próprio senso crítico. Peraí, muitas vezes não! A MAIORIA das vezes. E acho que isso mostra para as pessoas um lado que eu não sou.
É uma bola de neve. 
Quando você se dispõe a se criticar, acaba fazendo isso com certa maestria. E isso resulta em uma poda Geral de quem você é.
Acho isso muito óbvio? Não não é!
Pra quem desde criança aprendeu a se comparar e a se julgar o tempo todo, tudo isso vira rotina 
acaba sendo natural. E enxergar isso novamente é como aprender andar de novo.
Nem estou aqui cagando regras pra me comparar em mérito de aparência_ apesar disso também acontecer_ mas o que eu digo vai muito mais além. É muito maior.
A vontade e a necessidade de se auto controlar é tão grande, que acaba sendo um veneno.
Ele vai travando cada impulso seu. Cada vontade de ser espontânea.
Talvez seja só orgulho.
Um orgulho mascarado, que teve inicio bem alí.sabe? Aquele momento onde a autoestima   
foi abalada. ( atropelada, dilacerada)
Enfim, andando pelas ruas de londres, eu ví uma cidade que não liga pra você.
Vi uma cidade enorme cheia de turistas pelos quais jamais vão lembrar meu rosto.
Vi também, a loucura que é me importar com o que elas pensam de mim sendo que elas provavelmente nem me olharam.
Em londres o julgamento fica pra trás, tudo é tão corrido e individual....
Em Londres a rainha não aparece, no metro as pessoas não se encostam, não se atrevem a olhar pra cima da tela do celular ...
Em Londres não faz sentindo me julgar, será que você não percebeu ?
Em londres a rainha, sou EU !


sábado, 20 de dezembro de 2014

You are the best

Acordo.
Ainda com medo do dia. A luz do sol é tão pouca no meu quarto que tento me convencer que ainda é de noite.
Seria mesmo uma boa ideia acordar?
Levantar, ver pessoas, falar sobre assuntos que eu não quero falar, alimentar uma vida com novas experiencias vazias, seguir por ruas e lugares pelos quais sinceramente eu não me importo?
Não, melhor forçar o sono.
Ajeita travesseiro, rola pro lado. 
Tarde de mais, estou acorda.
Um barulho vem brotando de fora pra dentro, quem esta em casa?
Um barulho de copos e vidro se chocando me faz acreditar que sim, existe um ser em minha casa.
Um rato? Um humano ou talvez uma alma perdida.
Ah, eu não me importo mesmo ! 
Visto uma blusa, como se fosse minha capa e vou averiguar o que aconteceu. Com calma e sem nenhuma pressa pego minha caneca de café já encardida, com a frase mais encardida ainda 
" you are the best "  e sigo ainda sonolenta para a cozinha.
Não sou ninguem sem meu café pela manhã. 
Chego de vagar olhando os detalhes do sol agredindo minhas coisas e vejo uma sombra.
Era verdade alguem invadiu minha casa, em pleno o sábado. Mas que falta de educação me assaltar no sábado pela manhã, que fosse a noite, hora bolas, quando eu não estivesse presente  agora vou ter que explicar que funcionária pública só tem estatus e ainda pedir desculpas pelo apartamento de moça não se apresentar como tal.
Vamos lá ladrão se apresente.  Gritei e sentei no sofá e esperei a figura até então desconhecida me atacar ou  pelo menos anunciar o assalto já fracassado já q ele escolheu minha casa.
E escutei uma risadinha.
Achei aquilo um absurdo! Rindo? Rindo de quê ? 
E disse em tom já de deboche:
_Venha ser de suprema inteligencia e senso de humor apareça...
Era um velhinho. Um velhinho desconhecido.
Não entendi mas também não me assustei. A caneca que estava na minha mão e o velhinho aparentemente desarmado me deu certa segurança. Acertar a caneca em sua órbita craniana certamente me daria tempo de fugir ou pelo menos gritar por socorro. Ou nem isso, talvez o impacto seria suficiente para o assalto se torna um homicídio .
Sinceramente, por instante tive vontade de rir. Mas não podia. 
Toda aquela situação exigia de mim que estivesse irritada. E foi assim que eu fiquei.
_Pode começar a explicar, por gentileza? A caneca já esta na minha mão pedindo para se encaixar na sua muleira. 
O velho sorriu e se sentou na minha frente.
Eu não posso acreditar nessa ousadia. Me ajeitei na cadeira. 
_ Vamos senhor, ladrão, invasor, camarada ?! 
Ele disse em tom simpatico mas um pouco tímido :
Dorme sempre todas as manhãs de sábado?
Eu disse : Não senhor, tem manhãs de sábado que pedalo, corro, nado, sou atleta.  Falei em tom debochado. Mas vendo que ele não entendeu. Respondi, sim! Eu durmo! As vezes nem sempre só pelas manhãs mas a tarde e a noite tambem.
E o senhor ? Alem de invadir casas o que o senhor faz ao sábados ?
Ele riu, olhou para a caneca e disse.
Bom, Achei que você fosse a melhor.
Eu respondi, também acreditei nisso um dia.  Mas então o que o senhor faz?
Ele disse, nada só invado casas das pessoas ...
_ Pra roubar ? Eu perguntei debochada,
Não querida. Para deixar um pouco de mim.
Ah ta ! Agora entendi! So que não! Falei já impaciente. 
Ele entrou na cozinha e tirou alguns embrulhos, uns amarrotados e outros com fitas que me faziam lembrar que precisava mesmo ir ao psiquiatra, já que tinha um senhor em minha casa com embrulhos e eu ainda nao tinha chamado a policia...
O que seria esses embrulhos ? Perguntei e ele antes de mais um deboche respondeu.
São meus presentes. Pedaços de mim.
Eu comecei a entrar em colapso. Mas quer saber? A curiosidade foi maior.
Ah claro, me vê ai 5 kilos de figado ( ja que o alcool é rotina ) e um pulmão novinho em folha ( cigarros...) em fitas vermelhas que é minha cor favorita.
Ele sorriu, e procurando entres os sacos de todas as cores viu, pegou com cuidado o de fita vermelha e me entregou com um sorriso aparentemente triste.
Eu peguei o saco e falei :
_ Esta muito leve pra ser um figado e muito duro pra ser um pulmão ...
Ele falou, sempre gostei do seu humor ...
Caiu minha ficha, e não aguentei.
PAPAI NOEL!!!! É VOCÊ???
 Ele não se aguentou e riu ... rimos.
Não filha, não sou papai noel! Sou o invasor de casas.
Bom, mesmo afiada nas ironias não entendi.
Ele veio até mim, pegou minhas mãos e disse abra o pacote.
Eu peguei a fita que era linda , tão vermelha e brilhante. La dentro tinha uma foto, uma caneca e tres cartas.
Peguei as cartas primeiro. A primeira era de um primo muito querido.
A segunda de uma pessoa que dizia me conhecer mas eu não a conhecia e a terceira 
não tinha nada.
Fiquei extremamente emocionada, já que meu primo já não esta mais entre nós.
A pessoa que eu não conhecia me amava profundamente 
e a carta vazia me fez questinar.
E esta carta? De quem é?
Ele disse essa é a minha carta.
Mas por que vazia?
Por que ela você lê todos os dias não precisa esta em papel.
Peguei a foto, era fotos minha com varias etapas de minha vida , cada corte de cabelo e peso diferentes que se passava em sequencia.  
Aquilo, me emocionou tanto.. procurei pela caneca o ultimo presente já com os olhos molhados...
E nela estava escrito.
_  To me, you will always be the best
Foi ai que entendi quem era o senhor, levantei o rosto com mil questionamentos e agradecimentos.
Mas já não havia mais ninguém.
Corri até a janela, olhei para os presentes pra saber se ainda eram reais.
Voltei para as minhas preciosas coisas para reler as cartas e guarda-las antes que desaparecessem como o senhor ... e na carta em branco estava :
Obrigado, por nunca me expulsar da sua vida. 
Mesmo você fraquejando e se entristecendo você nunca me tirou definitivamente
e jamais desacreditou em mim. Estou passando para agradecer vocês,filhos!
Já que me agradecem tanto, sei que seus problemas e suas atribulações não são faceis
mas obrigado por aceitar meu propósito em coloca-las em sua vida, apesar de muitas vezes vocês não entenderem. Obrigado por não ter raiva ou rancores .
Obrigado por amar meu filho e obrigado tentar sempre fazer o bem.
Vocês sempre seram os melhores.

Ass: O invasor de casas , o papai noel , seu amigo!

So tive tempo de dizer : Obrigado por estar presente sempre!

Nisso, o sol ja estava em minha cama atravessando rudemente as percianas...
E naquele dia acordei mais cedo....

FELIZ NATAL!





quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Vontade de Vomitar

Não, eu não estou ficando doida e muito menos começarei fazer apologia a ANA e MIA. ( Anorexia e Bulimia)
É só um sentimento, sim nem é uma sensação chega a ser um sentimento mesmo.
Tenho vontade de vomitar e não não é gravidez, também não.
È uma ansiedade tão grande, uma busca incansável por um caminho que nunca chega.
É uma fixação em me corrigir o tempo todo, é a vontade de bater com o caderno na mesa e gritar :_ chega!
Fina de ano.
Sim, é o final do ano chegando pra fervilhar todas as emoções mais lindas e as mais cruéis tambem.
Me paro pensando em quantas planos , ahhh os planos tão clichê que da vontade de mandar ir a merda a cada um que os profere baixinho durante os fogos de artifício do reveillon regado a cerveja e desastres.
Chega certo ponto da vida, que vc alcança certas coisas e perto disso chega tambem a plena certeza que certas coisas nunca vão mudar!
O peso da semi-gordinha é uma delas.
A não aceitação dele ... Tambem!
E o estomago vira. Se auto-digere.
E você ali sentadinha com as mãos nas coxas esperando ...
Ou que alguem te salve ou que acabe tudo de vez.
Acho que vai acabar tudo de vez, desta vez...
O ano pelo menos, se vai.





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