terça-feira, 26 de julho de 2016

Quando não se sabe o que quer.

Sabe,
Hoje eu me deparei com uma situação duvidosa.
Hoje eu me encontrei com os olhos verdes. Olhos verdes me ganha, me invade. Me desnuda a alma e o corpo como quem não se controla e faz por instinto.
Olhos verdes me conta mentiras. 
Mentiras que eu adoro escutar.
Mentiras que me alegram a alma e que  confesso : eu não sei se gostaria que fossem verdades .
Eu me pego fumando um cigarro ao seu lado, sentada na cama e rindo. 
Ele me olha e sorri como quem traga minha presença, me inspira e me respira sem que eu tenha autorizado.
Maldito Machado de Assis que me tirou o prazer de parir a expressão " olhos de cigana obliqua e dissimulada". Olhos verdes pode ser definido perfeitamente nessas 6 palavras. 
Essas noites coberta de prazer perdido, regado a cerveja e falta de cobrança é o que eu desejei a vida inteira. 
Mas que felizes foram as mulheres que se deixaram enganar completamente por Don Ruans por ai.
Eu sempre com um pé na fantasia e um pé na realidade. Que não me deixam aproveitar.
A fantasia é exatamente o que preciso agora !
Olho pra olhos verdes. Brinco com sua alma. Olhos verdes tb não confia em mim.
Que Falácia!!!
Olhos verdes também teme!
Olhos verdes também acha que pode ser enganado e engolido pelo meu mar negro, pela ausência da minha pupila que se esconde em um castanho sombrio.
Olhos verdes se perde na velocidade dos meus pensamentos. Na minha capacidade de não responder nada, na minha capacidade de deixar ele decidir sem me manifestar com um ar de quem não se importa nunca.
É um briga. Briga de medos.
Briga de quem se importa menos. Briga de quem se quer mais.
Um briga gostosa que dura 2 horas.
Um briga que deixa o cheiro na minha pele, que exala eu e você, olhos enganadores!
Olhos verdes não sei ainda seu lugar
mas vou descobrir.  Talvez eu seja Capitu e você Bentinho.
Talvez eu seja bentinho e você Capitu.

A sorte esta lançada.









quarta-feira, 20 de julho de 2016

Mulher que ri alto

Mulher que ri alto.
Alguns gostam de dizer que ela quer aparecer.
Poucos entendem a liberdade da gargalhada.
Outros preferem só assistir.

E é assim, ela nem se importa.
Ri, respira, se joga!
Ela se entorta na cadeira, segura o cigarro pra não cair.
Toma um gole, se recompõe e de novo começa a rir.

Ela tem um jeito todo especial
Ela não precisa se achar a tal 
Está ali, inteira e não liga para os olhares meio de rabeira.
E não se engane ela também é um pouco traiçoeira.

Ela some.
Some quando da vontade. 
Volta quando tem oportunidade.
Ela é solta.

Solta na vida como se não precisasse pedir passagem.
Ela entra invade, ensopa, transforma.
Ela não vai te ligar nunca.
Ela vai até você, não vai se importar com imagens.

Tem algo nela que parece dona.
Dona de tudo, dona do mundo.
Manda nas coisas sem querer 
e o que se resta é obedecer.

Ela paga a conta, sem soberba.
Pra ela o momento não tem preço ou valores.
Ela sobe no seu salto, pega a chave do carro
Se apodera, se envolve e não é mais a mesma.









domingo, 10 de julho de 2016

Carta aberta pro meu coração

Começo dizendo que odeio essa coisa de carta aberta. Carta aberta pra isso. Carta aberta para aquilo.
Nunca me pareceu fazer sentido uma carta a uma pessoa, mas com destino a todas.
Mas esta me pareceu necessária. Preciso dela e talvez você precise.
Assim como um trabalhador precisa do despertador pela manhã, mesmo acordando sozinho todos os dias no mesmo horário. É aquela questão de não confiar em seus instintos. De não deixar por sua conta, totalmente. 
Por que, neste caso eu posso acordar, mas posso simplesmente não. E as consequências são graves.
Então te escrevo esse lembrete, essa alerta. Pra vida inteira.
Quero dizer doce coração, que você não é descartável. 
Que sua capacidade de amar, de bater mais forte, de se apaixonar é INFINITA.
IN-FI-NI-TA 
Sua alma é capaz de vibrar por outra Milhares de vezes. MILHARES.
Que essa história de um amor único é uma decisão e não um fato.
Quero dizer que quando você se entristecer por cada batida mal sucedia que se lembre das outras chances. Lembre-se que a batida não é pelo estimulo de fora mas sim por uma força que vibra dentro de você. Força que bombeia vida pra cada parte do seu copo. 
Quero comunicar a você meu coração, que as pessoas são mesmo encantadoras e más. 
E que ela são feitas pra te fazer bater, bater e pular, pulsar. Mas mais que isso, quero frisar que este movimento é também involuntário.  ( paradoxo!!!)
Você bate, bate sozinho, bate acompanhado, bate feliz, bate infeliz, bate dilacerado,bate safado, bate serio, bate ansioso, bate calmo... bate... você só para de bater quando a morte chega. Esteja em paz então.
Fora isso, meu querido, você não para.
Coraçãozinho, não se assuste a ponto de se fechar. Não poupe batimentos fortes achando que assim você durará mais, você não tem fim. Você não tem quantidades para serem gasta.
Não se sinta tolo quando enganarem você, você não é obrigado a pensar você é so feito pra bater não pra pensar.
Sinta-se privilegiado, quando por um segundo você titubear a parar de emoção. São estes semi- ataque que dão sentido os batimentos. 
Se for possível, seja grande, seja corajoso, seja bravo. Seja gentil.
Coração, seja Forte.
As pessoas não sabem o que fazem a você. E eu não vou construir um muro a sua volta. Seria mais odioso construí-lo e deixar você minguar do que te expor a intemperes da vida .
Meu coração, tão meu que não é de ninguém bata esperançoso até o fim uma hora
perguntamos a Deus juntos, a razão deste beco sem saída.

Ass: Cérebro 








sexta-feira, 8 de julho de 2016

Assustada!

Sabe quando você esta andando distraidamente pela rua e de repente um carro passa por você ?
Você arrepia até o ultimo fio de cabelo e se pergunta como o destino te protegeu ?
Pois você simplesmente se ausentou por segundos do seu corpo e seu estado de vigília pra se manter viva desapareceu.
As vezes isso acontece.
Na vida. 
E as vezes isso acontece ao seu coração.
Na vida o risco é físico, no coração ? Também !!!!
Tem momentos da vida que você esta inteira. Completa. Mas isso não dura.
Graças a Deus.
A vida tem essa mania de tirar de você a sua segurança o tempo todo.
Talvez seja pra te mostrar que você é mortal e que não tem controle de nada.
Absolutamente nada!
Quando se esta de coração cansado a vida se torna uma espécie de exercício diário da paciência.
E não é fácil, não mesmo !
Não é fácil ter expectativas e sonhos. Não é fácil tolerar a felicidade alheia. Não é fácil reconstruir um caminho depois que tudo foi dilacerado.
Ai vem a famosa banguela.
Se você dirige você sabe do que to falando.
Quando o carro se move sozinho por inercia sem a necessidade de colocar uma marcha. 
A gente começa a viver assim. Saída. Balada. Bebedeira. Um novo vício. Cigarro. Conhece gente. Se diverte. Conta historia. Faz parte dela. Deita na sua cama e se pergunta. Qual o sentido?
Como colocar um objetivo nisso tudo?
E dorme crente que o objetivo é questão de opinião. Se engana.
Até que certo dia alguém aparece. SEMPRE aparece.
Ah meu amigo , falha sua achar que a vida vai deixar você em paz. Não vai !
Essa pessoa aparece bem de vagar.
Começa assim, ela vem te oferecendo aquilo que você mais precisa.
É tipo droga. Se ta triste ela te oferece minutos de uma alegria boba, despreocupada.
Se até então tudo na sua vida foi difícil e trabalhoso. Ela te oferece doses cavalares de simplicidade.
Se antes todos seus sentimentos foram velados a sete chaves. Ela te aplica até a overdose súbita uma sinceridade corajosa de quem não tem medo de se abrir.
Ai você sai do transe, da banguela. E vem aquele arrepio. Lembra?
Aquele de ter se livrado do carro que passou a centímetros de você.
Você se arrepia. O medo toma conta. Mas você gosta. Gosta muito. Como todo bom viciado aquele medo faz parte do jogo.E você se pega pesando. Pensando muito. E claro, se borrando de medo. se borrando muito. Sempre tudo é "muito".
Daí, você tem duas opções. FICA ou CORRE.
Não vai ser a primeira vez que confesso minha total covardia. Eu corri! Corri varias vezes.
Corri de gente que merecia e obviamente fiquei pra gente que nunca vai entender meu valor.
E fiz isso totalmente consciente. O que me faz ter uma certa _ muita_ raiva de mim.
Só que a vida, camarada , é piadista e a gente -na maioria das vezes- uns palhaços mesmo.
A vida te instiga e faz você querer pagar pra ver.
Aquele sorriso, aquele jeito simples, aquela foma de te encarar,aquela brincadeira que é compatível com a sua, aqueles olhos verdes são armadilhas projetadas pra te fazer querer arriscar. De novo!
E você se rende... give yourself way....
Sabendo que a vida não vai te poupar por que você já sofreu.
Não vai pegar leve com você.
E sua unica saída é nao pegar leve com ela também.






domingo, 12 de junho de 2016

Estrela cadente

Eu estava de frente pra 100 pessoas. Sozinha!
Todas em silencio... 
Todas me encarando e esperando.
Aquela sensação de ser testada e julgada me apavorava tanto quanto me excitava.
Minha boca treme, minhas mãos transpiram mas as palavras saem sem um sinal de nervosismo.
As pessoas levantam a cabeça, o timbre da minha voz é grave, ameaçador e isso drasticamente piora quando estou nessa situação.
Eu não sei explicar essa explosão de sentimentos,e por que isso acontece quando estou exposta a um publico maior que 5 pessoas.
A faculdade me obriga a ser uma pessoa falante. E eu sempre fui. Mas o medo de falar em publico me acompanha desde do fundamental.
Mas eu nunca entendi esse sentimento. Pois eu sempre tive muito a falar. 
Eu acho que sou uma aparecida enrustida. Assim como sou uma amante enrustida.
Eu sempre soube que as palavras eram armas e eu sempre soube usá-las. 
Tanto para ferir quanto pra argumentar sobre qualquer coisa.
É um dom e uma desgraça.
Pois eu tenho capacidade não só de convencer as pessoas mas de ME convencer.
E nisso me perco. Não sei o que sou.
Se sou a menina aterrorizada por ter que falar pra uma plateia que gosta de não ser notada
 ou se sou uma mulher que adora ser ouvida e ter olhares de admiração. 
Talvez eu não tive a oportunidade de ter decido quem eu sou. Sera que isso é decisão ???
A descoberta de sí é tão solitária.
E eu nunca estive sozinha de fato. Sempre me distraindo com paixões toxicas e pessoas entediantes.
Olhar pra dentro se torna difícil.
Se torna dolorido. 
Todos dizem : _ Essa é sua vida! Este é o seu momento!
Mas como ter a vida nas mãos?
Como agarrar cada migalha de vida quando os dois mundos nunca se colidem ?
O mundo de dentro e o de fora são heterogêneos. Água e óleo.
E sinto que não pertenço a nada.
Eu nunca aprendo.
Todas as possibilidades parecem esgotadas.
Eu podia fingir que os aviões são estrelas cadentes. Acreditar nisso, mas a realidade me vem como faca pra cortar qualquer ilusão. 
Mas a verdade é que adoraria ter essa ilusão outra vez.
Eu não posso confiar em mim com nada além disso.







terça-feira, 22 de março de 2016

Lista de contatações

São tantas coisas que você não sabe.
Você não poderia nem supor. 
São tantos detalhes que eu sempre quis dizer, mas pra que ? Pra quem ?
Você não sabe que eu tenho tantos segredos.

Você nem imagina que escuto barulhos a noite e acordo sem saber onde estou.
Não soube perceber que sinto coisas, as adivinho e tenho medo disso.
Você não sabe que monto recorte de revistas com desejos e eles acontecem.
Que desenho muito bem, rostos de pessoas que eu nao conheço.

Jamais tentou descobrir o que tem atras dos meus olhos negros.
Não percebeu o brilho seco e doentio do meu olhar.
Deixou passar que meu coração sempre esteve machucado e se tornou pedra
mas que eu não vejo a hora de um toque gentil transforma-lo em calda de chocolate.

Não verificou a sutileza da minha ingenuidade, e que ela era meu maior trunfo.
Deixou escapar entre os dedos minha fé de criança.
Devolveu em forma de farpas, fagulhas incansáveis de amor inabalável.

Perde a cena preciosa de me ver ajoelhada, levantando o rosto do meu filho, Francisco.
Deixou de presenciar que criança não se educa com palmadas mas com o olhar.
Não viu que dentro de mim bate um coração bobo, nobre e leal.

Não amou minhas sardas, nem minhas bochechas, muito menos minhas covinhas.
Sabe menos ainda, que estas ultimas, aparecem quando dou um sorriso sem jeito- bem aqui, encima da boca - dois furinhos que denuncia minha timidez e pedem abraço quando aparecem.

Você não sabe que escrevo em diários, catalogo infinitas lembranças, por não acreditar em fotos
mas sim, em MINHAS palavras e letras. Estas sim, revivem minha emoção a cada curva.

Não conseguiu esperar pra ver a ótima motorista que me tornei. 
O quanto sou prudente e ágil na cidade e na estrada.
E mais ainda, quando estou dirigindo meu coração. Neste, não mais entra relapsos.

Não cuidou com esmero do meu desajeito. 
Não percebeu minha falta momentânea de léxico quando estou terrivelmente bêbada.
Não soube entender meu jeito triste de segurar o cigarro com a mão esquerda.

Não sabe que dentro da pequena menina, existe uma guerreira, leoa, giganta e 
que dentro dela existe um cristal fino que protege sua vida  e entre estas duas partes paradoxais 
uma ponte de madeira, dessas que balançam traiçoeiras.

Não viu que esta menina é capaz de observar um tatu-bola no jardim por horas.
De fazer-lo abrir e fechar incessantemente para contabilizar o tempo que leva de bola pra tatu, de tatu pra bola.
Quanto tempo é necessário pra se proteger e esta pronto de novo? Sera que isso você sabe ? O tatu leva cerca de 30s dependendo do trauma, pude constatar.

Não viu a ruga do meu rosto aparecer, e nem sabe que é devido ao movimento 
incessante de fecha-los quase totalmente quando sorrio.
Mesmo com tudo, eu nao perco essa mania teimosa de ser feliz.
É ! Sorrir...De você, de mim, dos outros e principalmente da vida.

Não viu meus cabelos ficarem loiros por se tornarem irritantemente brancos, mesmo tão nova.
Não viu o sucesso que foi. 
Perdeu, a parte gloriosa da minha aceitação. 
Não me viu chegar no espelho e sorrir !

Você não me conheceu, mas eu não culpo você
amar alguém exige coragem ....
E isso, isso você nunca teve.













domingo, 21 de fevereiro de 2016

Tá faltando eu em mim

Quando me falavam, eu não sabia exatamente o que significava.
A tal ausência do ser.
Quando falta você em você mesmo.
Sei que isso não é mérito meu. Sei que em você, em Maria e em João sempre existiu.
E infelizmente meu caro, vai existir por longa data, vai se perder e achar milhares de vezes
neste esconde-esconde incessante que é a vida.
Eu não me atrevo dizer que em algum momento me achei.
Não. Eu nunca tive a total presença se mim.
Mas posso dizer que em momentos em que experimentei doses cavalares de mim, de estar do meu lado e inteira. Nossa, é uma das experiências mais gratificantes que pude presenciar.
E posso alertar também que o outro lado da moeda. ( a falta ) Doi. Doi demais.
Sem saber, a gente se desmonta, se esfarela e vai deixando cada pedacinho da gente em lugares diferentes. Uma pitadinha de Izabela ( ou Maria, ou João) perdida aqui e ali.
Vamos nos desmontando nos degradando em historias, em arrependimentos, em palavras não ditas, situações não vividas, vontades não realizadas.
Quando paramos pra contabilizar os danos. Cadê?
Cadê?
Cadê você ? Cadê seu eu ? Sua identidade. Seu propósito.
Silencio.
É um grande vazio. Um limbo. um Nada.
Dai, você tenta se preencher aqui e ali. Com amores que você sabe que nunca foram.
Com bebidas. Com companhia. Com Wesley safadão e suas musicas de falsas volta por cima.
Ou você se engana pra sempre ...
Ou contabiliza  pra cair de novo.: No nada.
Castelo de areia sempre cai.
Mas o grande barato da vida é que uma hora ou outra você se monta, como se fosse um imã
cada pedacinho seu deixado e largado em cantos, pessoas e momentos acabam por procurar sua essência e você pode sentir de novo, mesmo que diferente, a alegria de não faltar nada.
Não é hora ainda de olhar para os lados .





 
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